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DA ARTE DE MENTIR DE VERDADE

F. DE SÃO PAULO – 09/10/2016 02h00

No passado, mentira política era lícita e de dois gumes

Em 1733, circulou um panfleto intitulado “A arte da mentira política – Mentir de verdade”. Especialistas atribuem o texto satírico a Jonathan Swift. Nele, o autor discorre sobre as mil maneiras de enganar o povo, em teoria, para seu próprio bem.

Desde então, fizemos progressos na velha arte de mentir. Toda semana dela temos provas cômicas ou trágicas, constatando que a mentira exige, desde sempre, regras de refinado cálculo.

Para Swift, a mentira nascia do fato de a alma ter um lado plano, feito por Deus, e outro cilíndrico, feito pelo demônio. O primeiro restituía a imagem das coisas como elas eram. E o cilíndrico, maior do que o primeiro, as deformava. A arte e o sucesso da mentira dependiam dele.

E o que era mentir? “A arte de convencer o povo, fazendo-o crer em falsidades saudáveis para qualquer bom fim”. A mentira política era não apenas permitida, mas também lícita. Só que o governo, ou o corpo político, não tinha dela exclusividade.

Isso pois o povo poderia usá-la para combater seus representantes, por meio da invenção de falsos rumores e ataques à sua reputação.

Segundo Swift, haveria diferentes tipos de mentiras: a de “calúnia”, que teria por objetivo a difamação; a de “adição”, cuja meta seria emprestar ações benéficas a um indivíduo das quais ele não era o autor. E enfim a de “translação”, quando se cediam ações a outrem.

A distinção entre a mentira “que serve para apavorar” e a que “anima e encoraja” era necessária. E atenção: mentiras não só deviam parecer verossímeis, mas não podiam se repetir. Melhor variar.

E por que não organizar uma sociedade que reuniria diferentes corpos de mentirosos, espécie de lobby que teria por objetivo divulgar exclusivamente falsas informações? Por fim, a última questão: a verdade não seria a melhor maneira de combater a mentira? Resposta: “A maneira mais apropriada e eficaz de destruir uma mentira é contar outra!”

Como se vê, a mentira na política não ganhou rugas. Mas ela não era para todos. Escrevendo para os jornais, em 1898, o escritor Olavo Bilac cravava: “Para ser político, é preciso antes de tudo ter força de saber mentir e transigir. Diante do eleitorado, que poderia eu dizer? A verdade? Mas o eleitorado, aceso em justa cólera, me correria à pedradas”.

O eleitor gostava mesmo era de ouvir mentiras, embora os jornais, segundo Bilac, gostassem de contar verdades. Afinal, para ele, a imprensa era um bem comum, cuja prática tinha que ser transparente.

Mudaram os tempos, mas não as mentiras ou os políticos. Graças aos avanços da imprensa, do rádio, da TV, o político passou de notável a notório. E essa notoriedade conduziu ao contato com o povo, ao corpo a corpo e à promessa –ou mentira– jamais cumprida.

Com os avanços da imprensa escrita e falada, os políticos passaram a mentir diária e incansavelmente aos seus potenciais eleitores. E esses, ao contrário de “corrê-los a pedradas”, fingem que acreditam. “Todo o ano, por mais ladrão que ele –político– seja, ele têm de ir pra rua, encarar o povo e pedir votos”, ilustrou o ex-presidente Lula em discurso recente.

Frente aos candidatos das eleições, não estamos, infelizmente, diante de nenhuma novidade!

USO DE SEGURO NA JUSTIÇA

F. DE SÃO PAULO – 20/11/2016 02h59

Uso de seguro na Justiça cresce com a crise

O seguro-garantia para o setor público, um contrato que garante ao Estado que haverá um pagamento, cresceu 9% até setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O que motiva o aumento é o uso desse seguro na Justiça —uma empresa pode optar por entregar ao juiz uma apólice que garante desembolso em caso de condenação.

O seguro-garantia judicial representa 80% dos contratos para o setor público, diz Roque Melo, da FenSeg (federação do setor).

A Justiça passou a aceitar mais essa modalidade de seguro a partir de 2014, afirma Marcelo Annunziata, do Demarest. “Naquele ano a lei de execuções fiscais foi alterada e ele passou a ter o valor legal de uma fiança.”

Há fatores econômicos que impulsionam esse contrato. A alternativa tradicional é um depósito judicial em dinheiro, que imobiliza capital.

A outra opção é a fiança bancária. Há dificuldade para conseguir crédito, e o valor levantado para garantir pagamentos na Justiça constam como alavancagem.

As seguradoras, que viram outros negócios minguarem, passaram a oferecer esse produto com frequência. Na JLT, as garantias para obras de infraestrutura ficaram escassas.

A corretora passou então a negociar mais o seguro-garantia na Justiça tributária, cível e do trabalho.

“Nos litígios trabalhistas verificamos um aumento considerável pelo número de demissões”, afirma Stephanie Zalcman, diretora da JLT.

VALE QUASE COMO DINHEIRO – Evolução de seguro garantia*

Inadimplência deverá cair até metade de 2017, dizem analistas

A inadimplência de consumidores deverá diminuir só a partir de 2017, entre o segundo e terceiro trimestre, segundo o Serasa Experian.

Neste ano, a perspectiva é de estabilidade. “Devemos terminar 2016 com cerca de 59 milhões de devedores”, diz o economista Luiz Rabi.

A projeção da Boa Vista SCPC é que o índice “certamente tenha uma redução no primeiro semestre”, avalia o economista Flávio Calife.

Após um aumento de aproximadamente 7% ao longo de 2015, o número de devedores não teve fortes variações neste ano devido ao recuo do crédito e do consumo, afirma.

A situação das companhias, porém, é mais grave: com inadimplência ainda em alta, não há previsão de melhora, segundo os analistas.

“Metade das empresas estão inadimplentes”, diz Rabi.

A liberação de crédito também deverá evoluir, afirmam os analistas: em 2017, a alta deverá girar entre 6,5% e 7,5%, segundo o Igeoc, que reúne 16 empresas do setor.

Inadimplência de consumidores no Brasil – Número de devedores, em milhões

Novembro em Mercado Aberto

Encolher e crescer

Após um ano de redução das receitas, a Jamef, transportadora de pequenas encomendas, pretende retomar investimentos em 2017.

Um aporte de R$ 30 milhões está previsto para modernizar terminais logísticos e armazéns.

A queda no faturamento da empresa em 2016, na comparação com o ano passado, deve girar entre 12% e 15%, afirma o diretor-presidente Adriano Depentor.

“Enxugamos a estrutura e até abrimos mão de clientes. Foi um período sofrido, de muita incerteza, mas soubemos preservar o caixa”, ressalta.
A previsão para o ano que vem é crescer “um pouco acima da inflação.”

“Com a nossa reorganização, qualquer aumento de demanda já terá um efeito grande. Não precisaria nem chegar aos bons níveis de 2010 ou 2011.”

2.800 são os funcionários da Jamef

1.200 veículos compõem a frota

27 é o número de unidades da empresa

Nas praias de mar azul

A marca de óculos Chilli Beans prevê a abertura de 40 lojas no Caribe nos próximos cinco anos.

A companhia já assinou contrato com um parceiro local, que ficará responsável por comercializar franquias na região. Os próximos alvos são Argentina e Espanha.

Ao todo, 105 unidades deverão ser inauguradas no ano que vem, segundo a empresa. A projeção é encerrar 2016 com 755 lojas.

A maioria delas serão instaladas em cidades brasileiras com menos de 150 mil habitantes, não atendidas pela companhia até o final deste ano.

“São lojas menores, com investimento máximo do franqueado de R$ 160 mil”, afirma Eduardo Felix, gerente de expansão da Chilli Beans.

A empresa também pretende vender lentes próprias e aumentar a presença em multimarcas, segundo Felix.

Em 2017, a previsão é que o faturamento cresça 7%. Ao se considerar apenas unidades que já foram abertas, o número cai para 3%.

Inativo em desgaste

A perspectiva de remuneração dos brasileiros ao se aposentarem piorou nos últimos anos, aponta a consultoria Lockton.

Em 2003, uma pessoa de 30 anos que ganhava R$ 10 mil e pagava previdência privada receberia 42% do último salário ao parar de trabalhar. Hoje, esse valor seria 36% da última remuneração.

“O ideal é que fossem 75%, como recomendam pesquisas internacionais”, diz José Roberto Carreta, superintendente da Lockton.

BENEFÍCIO EM QUEDA – % do último salário como aposentadoria

Marco… A maior rede social da China, a Weibo, assinou uma parceria para que produtos à venda na plataforma estejam disponíveis no Brasil pelo Zimp, uma página de fidelização de clientes.

…Polo Bens ofertados no site daqui também passam a aparecer para os chineses. A logística do intercâmbio de bens fica por conta das próprias marcas.

PREVIDÊNCIA SOCIAL E VOCÊ

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marciadessen/2016/01/1733128-a-previdencia-social-e-voce.shtml

A Previdência Social e você

F. de São Paulo – 25/01/2016 02h00

Muita gente desconhece os benefícios da Previdência Social e se questiona sobre a vantagem de contribuir. Como seguro social que é, garante, além do benefício da aposentadoria, coberturas por morte, invalidez, acidente. Vamos conhecer um pouco o modelo e os benefícios.

DIREITO DE APOSENTAR

O Brasil é o único país a conceder aposentadoria por tempo de contribuição, e a discussão da idade mínima ainda é postergada. É de esperar que alterações ocorram em breve.

Por tempo de contribuição: 35 anos para homem e 30 para mulher.

Por idade: 65 anos, se homem, ou 60 anos, se mulher, após carência de 180 meses de trabalho.

Por invalidez: trabalhador permanentemente incapaz; mínimo de 12 contribuições.

Especial: trabalhou em condições especiais, prejudiciais à saúde.

VALOR DA APOSENTADORIA

O valor mensal a ser pago será calculado a partir do salário de benefício, que corresponde, na maioria dos casos, à média simples de 80% dos maiores salários de contribuição.

Na aposentadoria por tempo de contribuição, o valor é de 100% do benefício, sem incidência do fator previdenciário, se observada a regra 85/95 progressiva e o mínimo de 180 contribuições.

Regra 85/95: número de pontos corresponde à soma da idade e ao tempo de contribuição. Até dezembro 2018, mulheres devem somar 85, e homens, 95 pontos. Em 2019- 2020, as mulheres devem somar 86, e os homens, 96 pontos. E assim sucessivamente, até 2026, quando a soma será 90 e 100 pontos. Se requerida antes de atingir os pontos, será aplicado o fator previdenciário.

Fator previdenciário: altera o valor do salário de benefício. Obrigatório na aposentadoria por tempo de contribuição se a regra 85/95 não for cumprida. Na por idade, é opcional, sendo aplicado somente se for mais vantajoso para o cidadão.

OUTROS BENEFÍCIOS

Auxílio-acidente: segurado com sequela permanente que reduza sua capacidade laborativa.

Auxílio-doença: segurado temporariamente incapaz para o trabalho, por doença ou acidente.

Auxílio-reclusão: pago aos dependentes do cidadão recluso em regime fechado ou semiaberto.

Pensão por morte: pago aos dependentes do segurado, conforme idade e tipo do beneficiário. A pensão será vitalícia para cônjuge ou companheiro com mais de 44 anos. Para filhos ou dependentes, o benefício é garantido até os 21 anos.

Salário-família: pago ao trabalhador de baixa renda para ajudar na manutenção dos filhos com idade inferior a 14 anos. Se inválidos, não há limite de idade.

Salário-maternidade: pago à trabalhadora em caso de parto, adoção ou guarda judicial.

Idosos e pessoas com deficiência contam com benefícios assistenciais: um salário mínimo mensal ao contribuinte acima de 65 anos ou ao cidadão com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo, impossibilitado de participar de forma plena na sociedade. Como se trata de benefício assistencial, não é preciso ter contribuído ao INSS. Não paga 13º e não deixa pensão por morte. A renda por pessoa do grupo familiar deve ser inferior a 1/4 do salário mínimo vigente.

CONTRIBUIÇÃO

Na regra geral, somadas as contribuições do trabalhador e empregador, cerca de 20% da nossa renda é recolhida à Previdência Social. Os que estão na ativa pagam os benefícios de quem se aposenta ou não pode mais trabalhar. Quando a conta não fecha, o governo federal cobre. É fundamental que o sistema seja sustentável, seguro, para garantir os direitos de todos os cidadãos.

Na maioria dos casos, os empregados recolhem entre 8% e 11% do salário para o INSS, conforme sua faixa de renda. O empregador recolhe 12% adicionais. Vale a pena lembrar que um teto existe tanto para o benefício quanto para as contribuições. Um trabalhador que ganha R$ 10 mil, por exemplo, contribuirá com 11% do teto vigente, pouco acima de R$ 5.100 em 2016.

Para saber mais e conhecer as regras transitórias e todos os detalhes, acesse a página da Previdência Social, repleta de informação, exemplos e cálculos: previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao.

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CRESCEM CONTRATOS DE COMPRA CANCELADOS

http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2015/04/1611668-desistencia-da-compra-do-imovel-cresceu-14-no-ano-passado.shtml#__utma=7414573.1952600344.1427920097.1428413824.1428413824.1&__utmb=7414573.1.10.1428413824&__utmc=7414573&__utmx=-&__utmz=7414573.1428413824.1.1.utmcsr=search.folha.com.br|utmccn=(referral)|utmcmd=referral|utmcct=/search&__utmv=-&__utmk=154729790

Folha de São Paulo, 05/04/2015
Douglas Gavras // Anais Fernandes