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NOVO LÍDER SERÁ HUMILDE, ADAPTÁVEL E CONHECEDOR DAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/06/1893578-gestor-do-futuro-deve-ser-adaptavel-e-conhecedor-das-proprias-fraquezas.shtml

ALESSANDRA MILANEZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO – 18/06/2017 02h00
Editoria de Arte/Folhapress
Especial Carreiras – Domingo – 18.jun.2017 – ‘Tamo junto’ – Chefe deve estar em campo com sua equipe
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‘TAMO JUNTO’
Chefe deve estar em campo com sua equipe.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Conhecer bem suas forças e fraquezas, entender quais são seus gatilhos emocionais, consegue lidar com frustrações e entende como suas reações impactam os funcionários.

FEEDBACK FREQUENTE
Sabe escutar, presta atenção e consegue absorver opiniões divergentes de pares, parceiros, subordinados e chefes sem levar a questão para o lado pessoal.

TOLERÂNCIA A ERROS
Estimula a criatividade, abre espaço para que profissionais testem rapidamente novas soluções e, com isso, cria um ambiente propício para a inovação.

CURIOSIDADE AFIADA
Além do conhecimento técnico de sua área de atuação, busca experiências variadas e referências fora do ambiente de trabalho.

CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
É flexível, sabe que as mudanças são velozes e está aberto para novidades, adaptando-se a elas sem se prender a posicionamentos rígidos sobre a forma de trabalhar.

ALTA DISPOSIÇÃO
Tem iniciativa própria e não precisa receber ordens de ninguém para procurar novas soluções aos desafios apresentados.

Novo líder será humilde, adaptável e conhecedor das próprias fraquezas.

Mais do que distribuidor de ordens, gestor vai precisar participar do dia a dia da equipe.

O chefe do futuro é alguém que, antes de tudo, tem inteligência emocional.

“É quem entende seus gatilhos emocionais e os de sua equipe e como suas ações impactam a produtividade e o clima entre os profissionais”, afirma Caio Arnaes, da consultoria de RH Robert Half.

Isso não quer dizer que o conhecimento técnico tenha deixado de ser um pré-requisito, mas é cada vez mais difícil esperar que uma só pessoa detenha todo o conhecimento para o trabalho.

Por isso, segundo Arnaes, o líder do futuro é “mais o capitão do time do que o técnico. Ele deve estar no campo, dividindo a bola”, afirma.

Marcio Kumruian, 43, diretor-executivo da Netshoes, procura não tomar decisões sozinho, mas em conjunto com a equipe.

Hoje um dos principais e-commerces da América Latina, a Netshoes foi fundada em 2000, quando Kumruian tinha apenas 25 anos.

Um de seus maiores desafios foi o rápido crescimento do negócio. “Vi a empresa sair de três para 2.500 funcionários. Quando surge um assunto que você não conhece, precisa estar envolvido com o trabalho da equipe e se cercar de pessoas de confiança que possam ajudar”, afirma.

NOVA GESTÃO

O engenheiro Luís Alt, sócio da consultoria Livework Brasil, explica que empatia, colaboração e experimentação são vitais para um gestor que precisa criar soluções inovadoras e com rapidez.

“Um bom líder quer colaborar, não apenas apontar o caminho. Se não criar espaço para que as pessoas experimentem, a empresa vai fazer sempre as mesmas coisas. Não é apenas dar as ferramentas para projetar soluções, mas também as condições para que o trabalho seja feito”, afirma.

Futuro do trabalho

André Arcas, 25, criador do app Woole, em São Paulo Por: Marcelo Justo/Folhapress 16/06/2017

Essa abertura é também um dos fatores que a diretora da Maurício de Sousa Produções Mônica Sousa, 56, mais valoriza na liderança.

“Eu comecei como vendedora na lojinha da Mônica e via quando algo não estava funcionando bem no ponto de venda. Para ser líder a gente tem que acreditar em si mesmo, mas também ouvir gente de fora”, diz.

Iniciativa própria é outra característica vital. “O líder tem que ser um autodidata”, afirma o economista Marcio Kumruian, da Netshoes.

No entanto, esse excesso de atributos que atualmente se exige de um líder também pode ser uma armadilha. O administrador Fernando Cardoso, sócio da Integração Escola de Negócios, explica que a empresa às vezes quer características num líder que são incompatíveis entre si.

“A empresa quer um líder focado, mas muito extrovertido; muito resiliente, mas sensível; inovador, mas com visão prática; disciplinado, mas flexível. As pessoas querem o super-homem, mas isso não é possível.”

SEGURO LAVA JATO

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/06/1890105-lava-jato-faz-disparar-procura-por-seguros-para-patrimonio-de-executivos.shtml

Lava Jato faz disparar procura por seguros para patrimônio de executivos

Claudio Mor/Folhapress
Ilustração de Claudio Mor

DANIELLE BRANT
FOLHA DE SÃO PAULO – 04/06/2017 02h00

A Operação Lava Jato impulsionou a procura por seguros que protegem o patrimônio do executivo caso decisões erradas tomadas por ele provoquem perdas financeiras para as empresas.

Esse aumento, porém, foi acompanhado de uma maior cautela das seguradoras na hora de fechar o negócio.

Entre 2014 –ano em que a operação da Polícia Federal foi deflagrada– e 2016, os valores pagos em apólices de seguros de D&O (Directors & Officers, ou diretores e executivos) subiram 62%, para R$ 381,6 milhões, de acordo com a Susep, regulador do mercado de seguros.

A evolução foi guiada pela procura maior pelo produto, e não somente pelo encarecimento das apólices, afirma Fernando Cirelli, superintendente de linhas financeiras da corretora BR Insurance.

O seguro existe há 20 anos no Brasil. Segundo ele, nos primeiros dez anos, havia cerca de mil apólices do produto. Hoje, o número está estimado entre 5.000 e 7.000.

As 20 maiores apólices respondem por cerca de 35% do valor total. Cerca de 15 seguradoras comercializam o produto, embora a líder detenha 50% do mercado, afirma Miguel Villela, vice-presidente de linhas financeiras da corretora de seguros JLT Brasil.

Esse seguro pode ser acionado se um diretor for alvo de um processo no qual corra o risco de indenizar terceiros por prejuízos financeiros causados por uma decisão tomada no exercício da função.

Em vez de desembolsar dinheiro próprio, ele usaria o limite dado pela seguradora. O maior custo desses processos é o pagamento de honorários advocatícios e com a defesa. É possível ainda cobrir indenizações e multas decorrentes da ação judicial.

A Lava Jato provocou quase uma corrida por esse tipo de seguro, diz Villela. “A operação afetou bastante os órgãos públicos e as empreiteiras, o que motivou grandes empresas a buscar esses produtos”, afirma.

A ressalva a ser feita é que o seguro não cobre crime doloso -quando o executivo participava do ato de corrupção e teve enriquecimento ilícito, por exemplo.

SINAL AMARELO

Se ajudou a impulsionar esse seguro no Brasil, a Lava Jato também acendeu o sinal amarelo nas seguradoras. Dispararam os casos em que a empresa é acionada para pagar as coberturas previstas na apólice. No primeiro ano de Lava Jato, houve aumento de 450% em relação a 2013 –até 2016, a alta acumulada era de 492,5%.

Como reflexo, as seguradoras ergueram barreiras para a contratação do produto e passaram a incluir cláusulas de exclusão de cobertura para atos que lesem a administração pública ou privada.

Ou seja, a seguradora poderia recusar a cobertura caso ficasse comprovada corrupção. Empreiteiras, empresas com contratos com órgãos públicos e do setor de energia e infraestrutura começaram a ter de desembolsar mais para ter a proteção.

“A Lava Jato aumentou a insegurança. Houve impacto nos prêmios pagos pelo crescimento da sinistralidade. Mas isso é pontual”, afirma Juliana Casiradzi, gerente da corretora Marsh Brasil.

Para Villela, a restrição não afeta pequenas e médias empresas. “Essas continuam contratando com facilidade e preços mais competitivos.”

PROJETO REFORMA TRABALHISTA

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/06/1889212-setores-buscam-mudancas-em-nova-reforma-da-previdencia.shtml

Setores buscam mudanças em nova reforma da Previdência

Reforma da Previdência e os principais pontos

DANIEL CARVALHO
LAÍS ALEGRETTI
BRUNO BOGHOSSIAN
DE BRASÍLIA – 01/06/2017 02h00
FOLHA DE SÃO PAULO

Categorias que brigavam por mudanças na proposta da reforma da Previdência apostam na crise política que se abateu sobre o Planalto para conseguir convencer o presidente Michel Temer a promover as alterações que desejam.

Policiais federais, agentes penitenciários e servidores públicos voltaram a pressionar parlamentares e o governo a ceder em regras específicas.

O presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luís Antônio Boudens, diz que o governo “mais do que nunca” terá que ceder em alguns pontos.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

As mudanças propostas na aposentadoria

71% são contra reforma, mostra Datafolha
Após idas e vindas, entenda como está a reforma da Previdência
Reforma beneficia mulher de alta renda
Só 10% dos brasileiros têm previdência privada, indica Datafolha

Em um cenário ideal, ele quer que os policiais federais que já foram admitidos não sejam afetados por novas regras. Pretende, ainda, conseguir uma diferenciação de idade (52 anos) para as mulheres policiais. Da forma como está, a idade é de 55 anos para todos os policiais —já abaixo dos 65 anos da proposta original.

Os agentes penitenciários, que brigam por regras especiais iguais às dos policiais federais, já retomaram as negociações no governo e no Congresso, segundo o presidente da Febrasp (Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários), Leandro Allan.

Ele também avalia que o governo está em uma situação mais difícil para negociar a aprovação do texto. “O governo tem dificuldade em aprovar a PEC considerando o momento político pelo qual está passando.”

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que o PMDB apresentará no plenário da Câmara uma proposta de alteração para atender os agentes penitenciários.

Os representantes dos servidores públicos teriam uma reunião na semana passada com o relator da reforma e integrantes do governo para continuar as tratativas, segundo o vice-presidente do Sindlegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal), Paulo Cezar Alves.

O encontro, contudo, foi desmarcado por causa da crise política, segundo ele, e será remarcado. O sindicato quer alterações na regra de transição para servidores, além de mudanças no cálculo das pensões.

O governo retomou a contagem dos votos, interrompida quando o placar era de 255 deputados a favor e 100 indecisos.

A nova previsão do governo é votar pelo menos o primeiro turno antes do recesso parlamentar, previsto para a segunda quinzena de julho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou que a reforma da Previdência “tem que ser aprovada nos termos em que está” e minimizou os efeitos de uma postergação na tramitação do texto.

“Se não for em junho, for em julho ou em agosto, do ponto de vista meramente fiscal, está bem. Agora, do ponto de vista de formação de expectativas, quanto mais cedo melhor.”

CASAMENTO X UNIÃO ESTÁVEL

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/06/1891899-casar-ou-unir-conheca-as-diferencas-entre-casamento-civil-e-uniao-estavel.shtml

PAULO GOMES
FABIANA MARTINS
FOLHA DE SÃO PAULO
11/06/2017 02h00

Mais opções
Mudanças recentes na legislação aproximaram o casamento civil da união estável. Entenda abaixo as semelhanças –e as diferenças que ainda existem entre os dois.

O que é igual

Conceito de família

A Constituição diz que os dois tipos de união formam uma família, assim como acontece com mãe ou pai solteiros e seus filhos.

Direitos civis

Os dois garantem benefícios em previdência, financiamento de imóveis, convênios médicos, seguro de vida e sociedade em clubes.

Sobrenomes

Qualquer um dos companheiros pode realizar a troca de sobrenome, tanto no casamento quanto na união estável.

Pensão

Em ambos os casos, se uma das partes era dependente financeiramente, é possível pedir pensão alimentícia após a separação.

Guarda de filhos

Em caso de discordância quanto à guarda dos filhos menores de idade ao se separar, ela deve ser decidida em processo judicial.

Herança

O parceiro vivo recebe metade dos bens adquiridos durante a união, mais 50% do dinheiro destinado a descendentes.

O que é diferente

Definição

Menor burocracia e aproximação de direitos aos do casamento levam a aumento na procura.

Casamento civil
Folhapress
Evolução – Casamento civil (2011 a 2015)

É um contrato firmado entre duas pessoas perante um juiz para estabelecer um vínculo conjugal.

União estável

Folhapress
Evolução – União estável (2011 a 2015)

É a união entre duas pessoas que vivem como se fossem casadas, convivendo publicamente.

Efetivação
Casamento civil

O casal precisa provar estar habilitado a casar, comprovando que nenhum dos dois tem casamento prévio sem divórcio. A união é celebrada por um juiz após a apresentação de uma série de documentos e, então, recebe-se a certidão de casamento.

União estável

A união se dá de fato, pela simples existência. A formalização em cartório não é obrigatória, mas pode ser necessária para a obtenção de benefícios. Neste caso, a comprovação se dá por meios simples, como testemunhas e comprovantes de residência.

Custo

Os valores variam de Estado para Estado. Os números abaixo são os praticados nos cartórios de São Paulo.

Casamento civil

R$ 382,45
União estável

R$ 401,50
O que diz o contrato

Casamento civil

É uma instituição, com direitos e deveres definidos por lei –como a fidelidade–, sem a possibilidade de alteração. É público.

União estável

Não é necessário contrato. Quando feito, tem conceitos mais amplos. Não se fala em fidelidade, por exemplo, mas em lealdade. Pode ser particular.

União homoafetiva

Casamento civil

Feito desde 2013, após o Conselho Nacional de Justiça habilitar cartórios a tal.

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

Casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em 2015 – Por região

União estável

É reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal desde 2011.

União estável entre pessoas do mesmo sexo

Conhecimento

Casamento civil

Público, obrigatoriamente.

União estável

Pode ser particular.

Estado civil

Casamento civil

Passa a ser casado.

União estável

Não há alteração. A pessoa pode ser casada, solteira, divorciada, viúva, não importa. Ela seguirá com o mesmo status legal.

Regime de bens

Casamento civil

É determinado em um pacto pré-nupcial. Por padrão é comunhão parcial, mas pode ser comunhão universal, participação dos aquestos (bens adquiridos após a união) e separação de bens.

União estável

Comunhão parcial de bens, por padrão, assim como o casamento. Se a união for formalizada, o casal pode optar pelos outros regimes.

Separação

Casamento civil

Exige processo judicial (em caso de filhos menores) ou extrajudicial, conciliatório.

Taxa de divórcio

União estável

Não há necessidade de criar documento que a anule. Só vão a juízo se há conflito entre as partes.

A evolução dos direitos na união estável

Proporção de união estável por faixa etária, em %

1916

Código Civil diz que casamento legitima a família; o chamado concubinato (união livre e estável) é citado no código, mas não dá o direito a herança ou reconhecimento de filhos

1988

Constituição considera como entidades familiares o casamento civil, a união estável e o grupo formado pela mãe ou o pai e seus filhos

Com isso, uniões estáveis ganham mais direitos; filhos adotivos ou fora do casamento também recebem as mesmas garantias que os gerados em casamento

Lula Marques – 5.out.1988/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 05-10-1988: O presidente da república José Sarney, cumprimenta o deputado federal Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Constituinte, após a assinatura da promulgação da Constituição, em Brasília (DF). (Foto: Lula Marques/Folhapress)
O presidente José Sarney cumprimenta o deputado Ulysses Guimarães, presidente da Constituinte

2002

Novo Código Civil equipara questões como pensão alimentícia em casos de separação e a partilha de bens adquiridos antes da união em casos de herança

2011

STF (Supremo Tribunal Federal) reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo

2013

CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprova resolução que habilita cartórios a celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Alan Marques – 23.set.2013/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL 23.09.2013,às 11h30. O ministro Joaquim Barbosa preside reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro Joaquim Barbosa, promete concluir nesta segunda-feira a revisão de seus votos e o texto que resume as decisões tomadas pelo plenário na fase de análise dos primeiros recursos apresentados pelos condenados no mensalão. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O então ministro Joaquim Barbosa, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

10.mai.2017

STF decide que casais com união estável têm os mesmos direitos de herança que os unidos por casamento civil

Fontes: Constituição Federal, Código Civil, CNJ, IBGE, Arpen-SP, Anoreg-SP, IBDFAM, Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB-SP e Colégio Notarial do Brasil.

SUSPENÇÃO CNH

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/rodas/2017/05/1881577-reaver-habilitacao-suspensa-demanda-curso-prova-e-meses-longe-do-volante.shtml

Reaver habilitação suspensa demanda curso, prova e meses longe do volante

KARINA CRAVEIRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SP.
07/05/2017 01h59

Bruno Santos/Folhapress
O analista de TI Vinicius Medeiros em seu carro, em SP
O analista de TI Vinicius Medeiros, que perdeu a permissão para dirigir por 12 meses, em seu carro, em SP

Por 12 meses, o analista de TI Vinicius Alves de Medeiros, 28, deixou seu Honda City de lado: sua CNH (carteira nacional de habilitação) foi suspensa. Ele diz que nunca havia sido multado até ser pego em uma blitz da Lei Seca, na zona oeste de São Paulo.

Ao ser flagrado dirigindo alcoolizado, Medeiros juntou-se aos 423 mil motoristas que perderam o direito de dirigir no ano passado.

“O número de suspensões aumentou 13% na comparação de 2016 com 2015, e a explicação mais provável para isso é o aumento da fiscalização por todos os órgãos de trânsito”, afirma o diretor-presidente do Detran-SP, Maxwell Vieira.

A suspensão ocorre quando o motorista soma ou extrapola 20 pontos na CNH em um período de 12 meses, ou comete uma única infração como dirigir embriagado, ou ultrapassar em 50% a velocidade máxima permitida.
A notificação vem por carta. Após recebê-la, o condutor tem até 30 dias para apresentar defesa. Se o pedido for indeferido, são mais 30 dias para recorrer à Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) ou ao Centran (Conselho Estadual de Trânsito).

Por ser flagrado dirigindo após beber, Medeiros passou por um processo administrativo e pagou multa de R$ 1.915 à época -atualmente, o valor é de R$ 2.934,70. Ele entregou sua carta ao Detran-SP e cumpriu a penalidade. Depois de os 12 meses distante do volante, recebeu sua habilitação de volta em janeiro.

“Tinha bebido dois copos de cerveja naquela noite, mas acredito que tirei proveito do problema. Comecei a fazer caminhadas, peguei resistência e comecei a correr”, diz Medeiros, que já concluiu uma meia-maratona.
O aposentado Edison Barsanti, 77, também acaba de recuperar sua CNH. É a terceira vez que ele tem o documento suspenso por multas acumuladas -todas por excesso de velocidade, afirma.

Ele diz que circula com muita frequência por rodovias e nem sempre se lembra de reduzir a velocidade ao passar por um trecho urbano, com limites mais baixos.

“Pago por minha desatenção, tenho de me condicionar ao trânsito. Talvez a solução seja usar um GPS com aviso sonoro”, diz Barsanti, que deixou de guiar por seis meses na última suspensão.

Todo motorista que tem a habilitação suspensa ou cassada é obrigado a entregar o documento ao Detran. Além de cumprir o afastamento, ele precisa fazer um curso de reciclagem, com carga de 30 horas. “É um processo educacional, que visa levar o motorista a rever seus conhecimentos e mudar a postura no trânsito”, afirma Vieira.

As aulas podem ser feitas nas autoescolas na modalidade a distância ou presencial. Há noções de legislação de trânsito, direção defensiva, primeiros socorros e relacionamento interpessoal.

Na capital, os preços do curso de reciclagem variam de R$ 200 a R$ 300.

Medeiros diz que o processo é simples. Ele ligou para um Centro de Formação de Condutores e fez a opção online, mas a prova foi presencial. Depois de aprovado, retirou o certificado e o levou ao Detran no dia agendado para recuperar a carteira.

Se ao término da suspensão a carta estiver fora da validade, o motorista terá de pagar as tarifas da renovação: R$ 82,73 pelo exame médico e R$ 41,37 da taxa de emissão cobrada no Detran-SP.

Se um condutor que está com a carteira suspensa for flagrado dirigindo, ele terá a habilitação cassada por dois anos. Após esse prazo, é possível solicitar uma nova.

Além do curso de reciclagem, esse motorista tem de fazer exames médico e psicotécnico e também provas teórica e prática. Os custos ficam em cerca de R$ 250.

Crime de repasse de pontos é investigado

Anúncios de empresas que prometem reverter uma suspensão atraem motoristas Brasil afora. Em geral, são despachantes que se oferecem para intermediar o processo de recuperação.

A reportagem entrou em contato com alguns desses prestadores de serviço. Os valores cobrados oscilaram de R$ 1.000 a R$ 3.000, com orçamentos passados por telefone ou redes sociais.

“Não há a possibilidade de sumir com pontuação. Muitas empresas utilizam esse mote para atrair clientes, mas o que elas vão fazer é apresentar recurso contra o processo de suspensão”, diz diretor-presidente do Detran-SP, Maxwell Vieira.

O próprio condutor pode recorrer de uma multa. Isso é feito no portal do Detran (detran.sp.gov.br), sem custos. O que não se deve fazer é transferir de pontos para se livrar de uma pena.

“Repassar pontos para alguém que não é o real condutor constitui crime de falsidade ideológica. O Detran tem uma divisão que apura esse tipo de fraude e repassa o caso aos órgãos responsáveis”, afirma Vieira.

'DR' NA FIRMA É MELHOR JEITO DE GERIR CONFLITOS

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/05/1883678-dr-na-firma-e-o-melhor-jeito-de-gerenciar-conflitos.shtml

‘DR’ na firma é o melhor jeito de gerenciar conflitos

ANNA RANGEL
FOLHA DE SÃO PAULO
14/05/2017 02h00

Danilo Verpa/Folhapress
SAO PAULO – SP – 10.05.2017 – Andreia Sangiovanni, Gerente de Compras e Facilities da Sodexo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, CARREIRAS) ***EXCLUSIVO FOLHA***
A engenheira Andreia Sangiovanni na empresa onde trabalha, em Barueri

O conflito é um tabu dentro da maioria das empresas, onde a hierarquia rígida ainda tem papel fundamental nas relações entre os profissionais e deles com a chefia.

“Se a pessoa discorda do chefe, muitas vezes já é mal vista, mesmo que não haja um embate de interesses”, diz Ana Cristina Limongi-França, doutora em administração e professora da USP (Universidade de São Paulo).

Cerca de metade dos conflitos, porém, é de divergência do dia a dia e pode ser resolvida informalmente, aponta pesquisa da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), que ouviu 136 empresas em março de 2016.

Quando há disputa, em geral ela é ignorada até que tenha impacto sobre resultados da área ou vire assédio moral, afirma Limongi-França.

Choques, porém, fazem parte do jogo. “Não existe ambiente sem conflito. O profissional terá que aprender a defender suas opiniões e o gestor não pode deixar a discordância virar disputa de ego”, diz o psiquiatra Mario Louzã.

A pedagoga Neuza Chaves, 61, é consultora da área de RH e se especializou em intermediar desacordos na empresa em que trabalha.

“Gosto de trazer à tona os conflitos numa conversa, quando peço que cada um coloque riscos, ganhos e alternativas ao problema. Eles devem chegar a um acordo em vez de se submeter às decisões de forma passiva”, diz.

As teorias mais recentes de gestão de conflitos colocam esse embate como algo positivo, diz a doutora em administração e professora da USP Liliana Vasconcellos.

“Ajuda porque impulsiona melhorias e inovação, mas deve-se ter em mente que essa abordagem pressupõe ouvir o outro sem levar a opinião para o lado pessoal”, diz.

A abertura para criticar e apontar problemas só dá certo quando há confiança entre os funcionários, aponta o psicólogo Elton Moraes, da recrutadora Korn Ferry Hay Group. “Ao criar essa relação, o gestor deve alinhar as diferentes expectativas da equipe para que todos se sintam reconhecidos”, observa.

Às vezes, a falta de confiança pode vir dos próprios funcionários. O especialista em marketing Paulo Fernandes, 37, aprendeu a gerir conflitos quando foi boicotado pela equipe em seu primeiro cargo gerencial, há dez anos.

“Eles não me respeitavam por ser muito jovem, então, vi que se me tornasse gestor com foco na solução de embates poderia me destacar, já que não tinha experiência ou um currículo brilhante.”

Para aprender, o profissional deve equilibrar experiência prática e estudos sobre o tema, diz o psicólogo Josué Bressane, sócio da consultoria em RH Falconi Gente.

A engenheira Andreia Sangiovanni, 46, aproveita os cursos oferecidos pela Sodexo, onde trabalha, mas acredita que é fundamental aprender com o dia a dia.

“Tirei muitas lições de quando reformamos todo o mobiliário da empresa e muitos gerentes reclamaram. Tive que ouvir e entender o lado deles, mas explicar que deveriam se adaptar”, afirma.

Para Marc Burbridge, especialista em gestão de conflitos e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), o gestor deve se esforçar para manter a neutralidade ao mediar qualquer embate.

“Sem isenção e capacidade de negociação, esse profissional só conseguirá gerenciar problemas pequenos, e ignorará questões vitais para o andamento do trabalho.”

HORA DE FALAR
Atitudes que ajudam a solucionar os embates na empresa

O DEBATEDOR COLABORATIVO
Acomoda as necessidades do outro além das suas

– Dá as informações necessárias para entender a questão

– Preza pela troca de informações, sem pressa de rebater o interlocutor

– Busca conciliar interesses comuns da equipe

– Tem atitude calma e ponderada

– Aceita os resultados após análise e acordo de todas as partes

– Tem postura de conciliação ao ponderar sobre ideias muito diferentes

O DEBATEDOR COMPETITIVO
Tenta satisfazer seus próprios interesses

– Não fornece informações suficientes

– Quer provar que o interlocutor está errado

– Estimula a oposição entre os profissionais

– Tem atitude hostil e até agressiva

– Responde de forma negativa aos pedidos da outra parte

– Não aceita os resultados se eles não lhe beneficiam

– Usa poder e coerção para convencer os outros

38% dos gestores e executivos de RH afirmam haver conflitos frequentes dentro das empresas

52% desses conflitos são resolvidos com apoio da organização, em geral do departamento de RH

63% dos respondentes afirmam prezar por uma comunicação mais aberta entre chefe e subordinado

Fontes: Kenneth Thomas e Ralph Kilmann, consultores norte-americanos de RH e ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos)

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ONDE FIA, em São Paulo (www.fia.com.br)
QUANTO R$ 400
DURAÇÃO 16 horas

SEU CÉREBRO TAMBÉM PRECISA DE GINÁSTICA

FOLHA DE SÃO PAULO -BONDE – Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

Fique mais esperto
Seu cérebro também precisa fazer musculação
Estudos sugerem que exercitar o cérebro é tão importante quanto praticar atividades físicas

Estimular o cérebro com frequência é um ótimo hábito para desenvolver suas habilidades. Segundo neurologistas, o órgão melhora com a prática e exercitá-lo nos torna mais inteligentes.

“Estudos sugerem que a rede sináptica é dinâmica durante todo o curso da vida. As que são amplamente empregadas se hipertrofiam, ou seja, há novas conexões com outros neurônios e ligações mais robustas. Por isso, é importante usar o cérebro incansavelmente”, explica a neurocientista Alessandra Gorgulho.

Assim como é preciso praticar atividades físicas para manter a saúde, é necessário exercitar o cérebro para manter a saúde mental, defendem alguns especialistas. “Podemos entender que uma pessoa que tem saúde alimenta bem o corpo e o cérebro da mesma forma. [Entendemos] Que é importante praticar exercícios físicos e é importante manter o cérebro ativo até o final do nossa vida”, explica Leo Fraiman, psicoterapeuta e mestre em psicologia educacional e do desenvolvimento humano.

“Quando você desenvolve o raciocínio, existe uma série de áreas do cérebro que são ativadas [como memória, estruturação lógica, operações mentais]. Uma vez que você desenvolve essas regiões do cérebro ligadas às essas atividades, você precisa praticar senão fica enferrujado”, acrescenta Claudio Franco, engenheiro e diretor de inovações da Mind lab, empresa focada em tecnologias educacionais.

Franco lembra que por muitos anos acreditou-se que as conexões cerebrais não podiam ser ampliadas depois da vida adulta. Porém, neurocientistas foram desconstruindo essa afirmação com o passar do tempo. “Mais importante do que a prática [de exercícios que mantenham o cérebro ativo], é fundamental explorar a capacidade de ampliar as conexões cerebrais.”

Para isso, os entrevistados acreditam que o uso de recursos digitais podem ser benéficos dentro do processo. “Sem dúvida as tecnologias e aplicativos que hoje existem podem ajudar”, diz Fraiman. “Tem alguns tipos de jogos [digitais] e atividades eletrônicas que promovem reflexão, estimulam a tomada de decisão e permitem desenvolver habilidades diversas. Por isso são importantes”, acrescenta Franco.

Apesar das vantagens, o psicoterapeuta faz um alerta: “A tecnologia deve ser usada com parcimônia. O uso exacerbado pode justamente impedir o ser humano de desenvolver outras habilidades, como o carisma, entusiasmo.”

Fraiman reforça que não há neurologicamente uma área do cérebro mais importante. Todas têm o seu devido valor. “É importante desenvolver o cérebro como um todo. O mais importante é deixar claro que não há uma fórmula, uma receita, um único modo para estimular o cérebro. Cada um tem que achar o quanto de exercício, alimentação, estímulos são necessários para si”, afirma o especialista.
(com informações do site UOL)

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O DINHEIRO DO FGTS INATIVO

http://noticias.band.uol.com.br/economia/noticia/100000843562/tire-suas-duvidas-sobre-o-saque-do-fgts-inativo-em-2017

Band.com.br – 03/02/2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 – 18h13 Atualizado em sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 – 18h13

Tire suas dúvidas sobre o saque do FGTS inativo

Calendário para o saque será divulgado na primeira quinzena de fevereiro

Dica é retirar o benefício e realizar investimento no tesouro direto ou em fundos de renda fixa / USP Imagens
Dica é retirar o benefício e realizar investimento no tesouro direto ou em fundos de renda fixa

Desde que o governo anunciou que irá autorizar o saque de todas as contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em de dezembro do ano passado, muito tem se especulado sobre o assunto e diversas informações incorretas têm circulado por aí.

A definição de como serão feitos os saques deve ser divulgada, de acordo com a assessoria da Caixa Econômica Federal, até o fim da primeira quinzena de fevereiro, mas já é possível esclarecer algumas dúvidas.

Confira as respostas às principais delas:

1) O que é uma conta inativa no FGTS?

Cada vez que o trabalhador inicia um contrato de trabalho, uma nova conta do FGTS se inicia. Todo mês, trabalhador e empregador depositam um valor nesta conta. Quando o contrato de trabalho se encerra, a conta se torna inativa, já que não há mais depósitos. Caso o saque não seja feito ao final do contrato, a conta inativa fica rendendo juros de 3% ao ano + Taxa Referencial. Contas do FGTS referentes a contratos de trabalho vigentes não são consideradas inativas.

2) Quem tem direito ao saque?

O cidadão que trabalhou até 31 de dezembro de 2015 e não pode sacar o FGTS ao sair do emprego, o que acontece nos casos de pedido demissão ou demissão por justa causa, tem direito ao saque. Contas que estavam ativas em 31 de dezembro de 2015 e contas ativas não terão o saque do FGTS permitidos neste ano.

3) Haverá um limite para o saque do FGTS inativo?

Poderão ser sacados os valores de todas as contas inativas datadas até 31 de dezembro de 2015 e não haverá limite para saques. Os pagamentos vão ser feitos em calendário estipulado pela Caixa Econômica Federal, provavelmente de acordo com a data de nascimento dos beneficiários.

4) Como consultar o saldo das contas inativas?

Para ter acesso é preciso ter em mãos o número do NIS/PIS, título de eleitor e documentos de identidade. Tendo esses dados, basta escolher um dos canais de consulta abaixo:

Aplicativo – O primeiro passo é baixar o aplicativo na plataforma correspondente ao seu smartphone (Play Store, Apple Store, Microsoft Store). Depois, insira o número do seu NIS para cadastrar uma senha. Em seguida, é preciso confirmar ou atualizar o seu endereço residencial.

Site – Acesse o site da Caixa Econômica e clique, na área superior, na aba Benefícios e Programas e, depois, em FGTS. Em seguida, clique em Consulte seu FGTS. Assim como no aplicativo, você deverá cadastrar uma senha para o número do seu NIS.

SMS – Essa opção só é possível caso você já tenha cadastrado a senha para o acesso à internet. Então, basta pedir ao banco que envie as informações sobre o FGTS para o seu celular preenchendo os dados nesta página. Você também pode ir a uma agência para fazer a adesão ao serviço, que é gratuito.

Telefone – Também é possível consultar o saldo do FGTS através do número 0800 726 0207. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 10h às 16h. O serviço aceita chamadas originadas de telefones fixos e celulares. Lembrando que é preciso ter em mãos o número do seu NIS/PIS, endereço e documentos para fazer a consulta.

Agências e lotéricas – Se preferir, você pode verificar o saldo em agências da Caixa Econômica Federal e em lotéricas. No caso das lotéricas, é preciso ter o Cartão do Cidadão. No caso das agências, é preciso o número do NIS/PIS, endereço e documentos em mãos.

5) Qual será o calendário de saques?

O calendário de saques será divulgado, de acordo com a Caixa, até o fim da primeira quinzena de fevereiro. A assessoria do banco afirmou que vai avisar os beneficiários cadastrados no serviço de SMS por meio de mensagem. Também será possível saber a programação por meio dos serviços telefônicos, de internet ou nas agências do banco.

6) Qual é o procedimento para sacar o FGTS inativo?

A Caixa Econômica afirmou ainda estar planejando o procedimento de saques. Mais informações serão divulgadas até o fim da primeira quinzena de fevereiro.

7) Vale a pena sacar o FGTS inativo?

A liberação de saque das contas inativas de FTGS foi uma medida do governo para ajudar as pessoas a “quitarem dívidas”. Porém, mesmo que a intenção não seja gastar o dinheiro, segundo o professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Ellery, vale a pena fazer o saque.

“Hoje, o FGTS rende menos do que qualquer outro investimento, inclusive a poupança. Então se você tiver condições de sacar o dinheiro das contas inativas, faça isso. Se não tiver dívidas para pagar, procure um outro investimento que o seu banco ofereça”, aponta Ellery.

Para aplicações, ele recomenda, dependendo do valor, o investimento no tesouro direto ou em fundos de renda fixa.

PARTILHA DE BENS NO DIVÓRCIO OU MORTE

Entenda a partilha de bens em casos de divórcio ou de morte do cônjuge

FOLHA DE SÃO PAULO – 24/10/2016 02h00

Todos querem saber quem fica com que no caso de separação ou morte em família. E muita gente confunde meação com herança. Em ambos os casos estamos falando de divisão de bens, de partilha. Mas são coisas bem diferentes. Se ninguém morreu não há de se falar em herança. No divórcio, todos vivos, entra em cena a meação. Como o assunto não tem nada de simples, contei com a ajuda da advogada Luciana Pantaroto, da Dian & Pantaroto.

Nos casamentos com bens em comum, quando não há previsão diferente no pacto antenupcial, cada cônjuge tem direito à metade do patrimônio. Quando o casamento acaba, os bens são divididos e cada cônjuge fica com metade dos bens em comum. É a chamada meação.

No caso de falecimento de um dos cônjuges, o cônjuge sobrevivente é titular da metade do patrimônio em comum. Em determinadas situações, ele pode também ser herdeiro do patrimônio do cônjuge falecido.

Tudo depende do regime de casamento e se há herdeiros. Segundo o Código Civil, o cônjuge sobrevivente figura entre os herdeiros necessários e concorre, em alguns casos, com os descendentes ou ascendentes do falecido. Na ausência desses, pode receber a herança toda.

Segue resumo dos principais impactos patrimoniais de cada regime de bens na dissolução do casamento por divórcio ou por falecimento de um dos cônjuges. Consideramos os regimes de casamento previstos no Código Civil e também que o cônjuge morto não deixou testamento.

Comunhão parcial de bens ou participação final nos aquestos: No divórcio, cada cônjuge tem direito à metade do patrimônio (meação).

Na sucessão, o cônjuge sobrevivente continua tendo direito à metade do patrimônio do casal (meação). A metade pertencente ao cônjuge falecido, bem como eventuais bens particulares, deve ser transmitida aos herdeiros, respeitando a ordem prevista no Código Civil. O cônjuge sobrevivente pode ser meeiro e herdeiro concomitantemente.

Comunhão universal de bens: No divórcio, cada cônjuge tem direito à metade do patrimônio (meação).

Na sucessão, o sobrevivente continua tendo direito à meação. A metade pertencente ao cônjuge falecido é a herança e será transmitida aos herdeiros. Dependendo da situação, a herança, ou parte dela, pode ser destinada ao cônjuge sobrevivente.

Separação total de bens: No divórcio, como não há patrimônio em comum, não há partilha ou meação. Cada cônjuge continua proprietário de seus bens particulares.

Na sucessão, em decisão recente, o STJ considerou que o cônjuge é herdeiro necessário ainda que o regime adotado seja o de separação total de bens. Nesse entendimento, o patrimônio do cônjuge falecido é a herança e deve ser transmitido aos herdeiros. Dependendo da situação, a herança, ou parte dela, pode ser destinada ao cônjuge sobrevivente.

Um exemplo: antes do casamento, Antonio possuía imóvel de R$ 200 mil e Bruna não possuía patrimônio.

Durante o casamento, sob o regime de comunhão parcial de bens, acumularam onerosamente um patrimônio de R$ 1 milhão, sendo que cada cônjuge contribuiu com metade desse valor. Alguns anos após o casamento, os pais de Bruna faleceram e ela recebeu herança no valor de R$ 400 mil. O casal tem um filho.

Qual seria o patrimônio de cada um na dissolução do casamento por divórcio ou por falecimento de Antonio? Recapitulando, o patrimônio particular dele é de R$ 200 mil; o de Bruna, R$ 400 mil; e o patrimônio em comum deles é de R$ 1 milhão.

Se ocorresse o divórcio, cada cônjuge teria direito a metade do patrimônio do casal (meação): R$ 500 mil. Os bens particulares de cada cônjuge não entrariam na partilha.

Se Antonio viesse a falecer, Bruna teria direito à metade do patrimônio do casal (R$ 500 mil). A metade dele seria herdada pelo filho. Por fim, o patrimônio particular de Antonio, adquirido antes do casamento, seria dividido entre Bruna e seu filho, R$ 100 mil para cada um.

Assim, seu filho receberia herança de R$ 600 mil. Bruna teria R$ 400 mil recebido por herança de seus pais; mais meação de R$ 500 mil devido à dissolução do casamento; e ainda R$ 100 mil recebidos como herança de Antonio, acumulando um patrimônio de R$ 1 milhão.

Existem diversas questões relativas ao regime de bens no casamento e aos seus desdobramentos patrimoniais e sucessórios que ainda não estão pacificadas na doutrina e jurisprudência. Este artigo se baseou em posicionamentos dominantes, mas não tem a pretensão de esgotar um tema tão polêmico. Consulte sempre um advogado.

PRÉ-IDOSOS REVERTEM ALTA DE PLANO DE SAÚDE

CLÁUDIA COLLUCCI FOLHA DE SÃO PAULO – 30/08/2016 02h07

Pré-idosos revertem reajuste de plano de saúde na Justiça de São Paulo

Altos reajustes nas mensalidades para quem tem a partir de 59 anos são a principal razão que leva idosos de São Paulo a processar planos de saúde. E as decisões judiciais têm sido majoritariamente favoráveis à revisão dos valores.

A constatação é de um estudo do Procon Paulistano, da prefeitura, que avaliou os 120 acórdãos julgados no primeiro semestre deste ano pelo Tribunal de Justiça —casos já na segunda instância.

Seis em cada dez ações (55%) de idosos contra os planos na capital tiveram como motivo reajustes abusivos pela faixa etária. E 93% de todos os processos tiveram decisões total ou parcialmente a favor dos consumidores.

Danilo Verpa/Folhapress
A secretária Claudete Vieira, 62, teve reajuste abusivo do plano de saúde
A secretária Claudete Vieira, 62, teve reajuste abusivo do plano de saúde

O Procon Paulistano diz que muitos planos têm praticado reajustes excessivos para quem tem 59 anos, às vezes acima do limite fixado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

O Estatuto do Idoso, que entrou em vigor em 2004, veta reajustes por mudança de faixa etária para pessoas com 60 anos ou mais, por julgá-la discriminatória. Antes dele, eram autorizados aumentos de até 500% entre a primeira (até 18 anos) e a última faixa etária (acima de 70 anos).

Uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de 2010 referendou a proibição, estendendo-a para contratos firmados antes de 2004.

Em acordo com os planos, a ANS estabeleceu que os reajustes seriam diluídos nas faixas etárias anteriores aos 60 anos, sendo que o valor da última (59 anos ou mais) não poderia ultrapassar seis vezes o da primeira (até 18 anos).

IDOSOS X PLANOS DE SAÚDE – Razões dos processos, em %*

“As pessoas já começam a ser prejudicadas um ano antes de se tornarem oficialmente idosas, justamente quando mais precisam de assistência”, afirma Ricardo Ferrari, diretor do Procon Paulistano.

Foi o caso da secretária Claudete Vieira, 62, que aos 59 anos viu o valor do plano ir de R$ 859 para R$ 1.623. Na Justiça, conseguiu reverter o aumento e hoje paga R$ 1.148. “Se não tivesse processado, já estaria mais de R$ 2.000. Tem que brigar”, diz ela.

A empresária Deisy Fleck foi surpreendida neste ano por dois reajustes: um por sinistralidade (21%) e outro por idade (76%). Além dela, o plano beneficia o marido, também com 59 anos, e a filha, de 11 anos. O valor saltou de R$ 4.500 para R$ 9.900.

Uma liminar derrubou o reajuste, e a mensalidade atualmente é de R$ 4.960.

“O plano é ainda caro, mas faço tratamento de um melanoma. Migrar para outro plano seria complicado por causa da doença pré existente.”

Mario Scheffer, professor da USP e pesquisador sobre saúde suplementar, diz que tem havido alta de ações judiciais entre “pré idosos”, pessoas acima de 50 anos.

“Os maiores aumentos têm ficado nas últimas faixas etárias. Eles se sobrepõem aos reajustes por sinistralidade, aplicados pelos planos de adesão. É um modelo insustentável para uma população que está envelhecendo.”

IDOSOS X PLANOS DE SAÚDE – Decisões da Justiça, em %*

Um estudo coordenado por Scheffer mostra que os idosos respondem por 30% das ações contra planos de saúde no Estado de São Paulo.

Em recente publicação da ANS, o valor das mensalidades na última faixa etária tem ficado, em média, 5,7 vezes maior que o da primeira. Ou seja, dentro do que está previsto na legislação.

De acordo com a advogada Renata Vilhena, no STJ há precedentes favoráveis aos planos de saúde, que consideram legítimo o reajuste na mudança de faixa etária, mas a maioria das decisões é favorável ao consumidor.

Em razão do aumento das demandas sobre esse assunto, em maio deste ano a Segunda Seção da Corte do STJ decidiu suspendeu todas as sentenças até criar um posicionamento único para as futuras decisões.

CORTES DE CUSTOS

Entidades que representam os planos de saúde dizem que os reajustes por mudança de faixa etária são feitos dentro de limites estabelecidos pela ANS, com diluição entre as faixas etárias mais jovens.

Segundo Solange Beatriz Mendes, presidente da Fenasaúde, estudos apontam que os idosos chegam a custar sete vezes mais do que os jovens em relação a itens como exames e internações.

Por isso, não seria possível estabelecer um aumento linear a todas as faixas etárias. “O idoso paga mais, mas ele não paga o custo da sua faixa etária, parte é paga pelos mais jovens. É o princípio do mutualismo. Se fosse um preço único para todos, os jovens não adeririam ao plano. Por que pagariam um valor alto se praticamente não vão usar?”

Ao mesmo tempo, afirma, se os mais jovens saem dos planos, o produto se torna ainda mais caro e mais pessoas seriam excluídas.

De acordo com Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), essa diluição do custo entre as faixas etárias tem prejudicado a adesão dos mais jovens.

Nos últimos 12 meses, segundo ele, grande parte dos 1,6 milhão de usuários que deixaram os planos de saúde é formada por jovens que perderam seus empregos.

No mesmo período, o setor teve adesão de mais de 100 mil idosos. “Não é possível que se tenha tudo, a conta não fecha. Se você enche o carrinho no mercado, tem que ter dinheiro para pagar.”

Para Ramos, a regra do Estatuto do Idoso que veta reajustes dos planos dos mais velhos tem que ser mudada. “Foi uma medida populista e impensada”, afirma.

Luiz Carneiro, superintendente do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), defende que sejam criadas outras faixas de preços por idade. “Após os 60 anos, não importa se o atendimento será para uma pessoa de 60 ou 80 anos, com doenças crônicas ou comorbidades. O custo da mensalidade do plano será o mesmo, corrigido anualmente conforme as cláusulas contratuais.”

Para ele, a preocupação deve ser a garantia de que os beneficiários tenham condições de continuar arcando com o plano e que os reajustes reflitam, com equilíbrio, o comportamento dos custos.

Os três defendem a necessidade de um novo modelo de atenção aos idosos, com foco na prevenção e promoção de saúde, como forma de conter os custos e melhorar a qualidade do atendimento.

Em razão do envelhecimento brasileiro, o total de internações de pessoas acima de 59 anos deve crescer 105% nos próximos 15 anos, segundo projeção do IESS.

ENTENDA A MUDANÇA

1. Como era
Havia 7 faixas etárias, e os planos podiam aplicar reajustes de até 6 vezes entre a primeira (0 a 17 anos) e a última (70 anos ou mais)

2. Mudança
Em 2004, o Estatuto do Idoso vetou aumento nos preços dos planos para pessoas de 60 anos ou mais, por considerar discriminação

3. Como ficou
Resolução da ANS manteve o reajuste de até 6 vezes, aumentou o número de faixas etárias e diluiu esse custo entre elas

4. Polêmica
Com aval da ANS, empresas passaram a fazer reajustes em planos de pessoas com quase 60 anos, que têm sido derrubados na Justiça