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PROJETO REFORMA TRABALHISTA

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Setores buscam mudanças em nova reforma da Previdência

Reforma da Previdência e os principais pontos

DANIEL CARVALHO
LAÍS ALEGRETTI
BRUNO BOGHOSSIAN
DE BRASÍLIA – 01/06/2017 02h00
FOLHA DE SÃO PAULO

Categorias que brigavam por mudanças na proposta da reforma da Previdência apostam na crise política que se abateu sobre o Planalto para conseguir convencer o presidente Michel Temer a promover as alterações que desejam.

Policiais federais, agentes penitenciários e servidores públicos voltaram a pressionar parlamentares e o governo a ceder em regras específicas.

O presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luís Antônio Boudens, diz que o governo “mais do que nunca” terá que ceder em alguns pontos.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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Em um cenário ideal, ele quer que os policiais federais que já foram admitidos não sejam afetados por novas regras. Pretende, ainda, conseguir uma diferenciação de idade (52 anos) para as mulheres policiais. Da forma como está, a idade é de 55 anos para todos os policiais —já abaixo dos 65 anos da proposta original.

Os agentes penitenciários, que brigam por regras especiais iguais às dos policiais federais, já retomaram as negociações no governo e no Congresso, segundo o presidente da Febrasp (Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários), Leandro Allan.

Ele também avalia que o governo está em uma situação mais difícil para negociar a aprovação do texto. “O governo tem dificuldade em aprovar a PEC considerando o momento político pelo qual está passando.”

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que o PMDB apresentará no plenário da Câmara uma proposta de alteração para atender os agentes penitenciários.

Os representantes dos servidores públicos teriam uma reunião na semana passada com o relator da reforma e integrantes do governo para continuar as tratativas, segundo o vice-presidente do Sindlegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal), Paulo Cezar Alves.

O encontro, contudo, foi desmarcado por causa da crise política, segundo ele, e será remarcado. O sindicato quer alterações na regra de transição para servidores, além de mudanças no cálculo das pensões.

O governo retomou a contagem dos votos, interrompida quando o placar era de 255 deputados a favor e 100 indecisos.

A nova previsão do governo é votar pelo menos o primeiro turno antes do recesso parlamentar, previsto para a segunda quinzena de julho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou que a reforma da Previdência “tem que ser aprovada nos termos em que está” e minimizou os efeitos de uma postergação na tramitação do texto.

“Se não for em junho, for em julho ou em agosto, do ponto de vista meramente fiscal, está bem. Agora, do ponto de vista de formação de expectativas, quanto mais cedo melhor.”

'DR' NA FIRMA É MELHOR JEITO DE GERIR CONFLITOS

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/05/1883678-dr-na-firma-e-o-melhor-jeito-de-gerenciar-conflitos.shtml

‘DR’ na firma é o melhor jeito de gerenciar conflitos

ANNA RANGEL
FOLHA DE SÃO PAULO
14/05/2017 02h00

Danilo Verpa/Folhapress
SAO PAULO – SP – 10.05.2017 – Andreia Sangiovanni, Gerente de Compras e Facilities da Sodexo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, CARREIRAS) ***EXCLUSIVO FOLHA***
A engenheira Andreia Sangiovanni na empresa onde trabalha, em Barueri

O conflito é um tabu dentro da maioria das empresas, onde a hierarquia rígida ainda tem papel fundamental nas relações entre os profissionais e deles com a chefia.

“Se a pessoa discorda do chefe, muitas vezes já é mal vista, mesmo que não haja um embate de interesses”, diz Ana Cristina Limongi-França, doutora em administração e professora da USP (Universidade de São Paulo).

Cerca de metade dos conflitos, porém, é de divergência do dia a dia e pode ser resolvida informalmente, aponta pesquisa da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), que ouviu 136 empresas em março de 2016.

Quando há disputa, em geral ela é ignorada até que tenha impacto sobre resultados da área ou vire assédio moral, afirma Limongi-França.

Choques, porém, fazem parte do jogo. “Não existe ambiente sem conflito. O profissional terá que aprender a defender suas opiniões e o gestor não pode deixar a discordância virar disputa de ego”, diz o psiquiatra Mario Louzã.

A pedagoga Neuza Chaves, 61, é consultora da área de RH e se especializou em intermediar desacordos na empresa em que trabalha.

“Gosto de trazer à tona os conflitos numa conversa, quando peço que cada um coloque riscos, ganhos e alternativas ao problema. Eles devem chegar a um acordo em vez de se submeter às decisões de forma passiva”, diz.

As teorias mais recentes de gestão de conflitos colocam esse embate como algo positivo, diz a doutora em administração e professora da USP Liliana Vasconcellos.

“Ajuda porque impulsiona melhorias e inovação, mas deve-se ter em mente que essa abordagem pressupõe ouvir o outro sem levar a opinião para o lado pessoal”, diz.

A abertura para criticar e apontar problemas só dá certo quando há confiança entre os funcionários, aponta o psicólogo Elton Moraes, da recrutadora Korn Ferry Hay Group. “Ao criar essa relação, o gestor deve alinhar as diferentes expectativas da equipe para que todos se sintam reconhecidos”, observa.

Às vezes, a falta de confiança pode vir dos próprios funcionários. O especialista em marketing Paulo Fernandes, 37, aprendeu a gerir conflitos quando foi boicotado pela equipe em seu primeiro cargo gerencial, há dez anos.

“Eles não me respeitavam por ser muito jovem, então, vi que se me tornasse gestor com foco na solução de embates poderia me destacar, já que não tinha experiência ou um currículo brilhante.”

Para aprender, o profissional deve equilibrar experiência prática e estudos sobre o tema, diz o psicólogo Josué Bressane, sócio da consultoria em RH Falconi Gente.

A engenheira Andreia Sangiovanni, 46, aproveita os cursos oferecidos pela Sodexo, onde trabalha, mas acredita que é fundamental aprender com o dia a dia.

“Tirei muitas lições de quando reformamos todo o mobiliário da empresa e muitos gerentes reclamaram. Tive que ouvir e entender o lado deles, mas explicar que deveriam se adaptar”, afirma.

Para Marc Burbridge, especialista em gestão de conflitos e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), o gestor deve se esforçar para manter a neutralidade ao mediar qualquer embate.

“Sem isenção e capacidade de negociação, esse profissional só conseguirá gerenciar problemas pequenos, e ignorará questões vitais para o andamento do trabalho.”

HORA DE FALAR
Atitudes que ajudam a solucionar os embates na empresa

O DEBATEDOR COLABORATIVO
Acomoda as necessidades do outro além das suas

– Dá as informações necessárias para entender a questão

– Preza pela troca de informações, sem pressa de rebater o interlocutor

– Busca conciliar interesses comuns da equipe

– Tem atitude calma e ponderada

– Aceita os resultados após análise e acordo de todas as partes

– Tem postura de conciliação ao ponderar sobre ideias muito diferentes

O DEBATEDOR COMPETITIVO
Tenta satisfazer seus próprios interesses

– Não fornece informações suficientes

– Quer provar que o interlocutor está errado

– Estimula a oposição entre os profissionais

– Tem atitude hostil e até agressiva

– Responde de forma negativa aos pedidos da outra parte

– Não aceita os resultados se eles não lhe beneficiam

– Usa poder e coerção para convencer os outros

38% dos gestores e executivos de RH afirmam haver conflitos frequentes dentro das empresas

52% desses conflitos são resolvidos com apoio da organização, em geral do departamento de RH

63% dos respondentes afirmam prezar por uma comunicação mais aberta entre chefe e subordinado

Fontes: Kenneth Thomas e Ralph Kilmann, consultores norte-americanos de RH e ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos)

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