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NOVO LÍDER SERÁ HUMILDE, ADAPTÁVEL E CONHECEDOR DAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/06/1893578-gestor-do-futuro-deve-ser-adaptavel-e-conhecedor-das-proprias-fraquezas.shtml

ALESSANDRA MILANEZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO – 18/06/2017 02h00
Editoria de Arte/Folhapress
Especial Carreiras – Domingo – 18.jun.2017 – ‘Tamo junto’ – Chefe deve estar em campo com sua equipe
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‘TAMO JUNTO’
Chefe deve estar em campo com sua equipe.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Conhecer bem suas forças e fraquezas, entender quais são seus gatilhos emocionais, consegue lidar com frustrações e entende como suas reações impactam os funcionários.

FEEDBACK FREQUENTE
Sabe escutar, presta atenção e consegue absorver opiniões divergentes de pares, parceiros, subordinados e chefes sem levar a questão para o lado pessoal.

TOLERÂNCIA A ERROS
Estimula a criatividade, abre espaço para que profissionais testem rapidamente novas soluções e, com isso, cria um ambiente propício para a inovação.

CURIOSIDADE AFIADA
Além do conhecimento técnico de sua área de atuação, busca experiências variadas e referências fora do ambiente de trabalho.

CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
É flexível, sabe que as mudanças são velozes e está aberto para novidades, adaptando-se a elas sem se prender a posicionamentos rígidos sobre a forma de trabalhar.

ALTA DISPOSIÇÃO
Tem iniciativa própria e não precisa receber ordens de ninguém para procurar novas soluções aos desafios apresentados.

Novo líder será humilde, adaptável e conhecedor das próprias fraquezas.

Mais do que distribuidor de ordens, gestor vai precisar participar do dia a dia da equipe.

O chefe do futuro é alguém que, antes de tudo, tem inteligência emocional.

“É quem entende seus gatilhos emocionais e os de sua equipe e como suas ações impactam a produtividade e o clima entre os profissionais”, afirma Caio Arnaes, da consultoria de RH Robert Half.

Isso não quer dizer que o conhecimento técnico tenha deixado de ser um pré-requisito, mas é cada vez mais difícil esperar que uma só pessoa detenha todo o conhecimento para o trabalho.

Por isso, segundo Arnaes, o líder do futuro é “mais o capitão do time do que o técnico. Ele deve estar no campo, dividindo a bola”, afirma.

Marcio Kumruian, 43, diretor-executivo da Netshoes, procura não tomar decisões sozinho, mas em conjunto com a equipe.

Hoje um dos principais e-commerces da América Latina, a Netshoes foi fundada em 2000, quando Kumruian tinha apenas 25 anos.

Um de seus maiores desafios foi o rápido crescimento do negócio. “Vi a empresa sair de três para 2.500 funcionários. Quando surge um assunto que você não conhece, precisa estar envolvido com o trabalho da equipe e se cercar de pessoas de confiança que possam ajudar”, afirma.

NOVA GESTÃO

O engenheiro Luís Alt, sócio da consultoria Livework Brasil, explica que empatia, colaboração e experimentação são vitais para um gestor que precisa criar soluções inovadoras e com rapidez.

“Um bom líder quer colaborar, não apenas apontar o caminho. Se não criar espaço para que as pessoas experimentem, a empresa vai fazer sempre as mesmas coisas. Não é apenas dar as ferramentas para projetar soluções, mas também as condições para que o trabalho seja feito”, afirma.

Futuro do trabalho

André Arcas, 25, criador do app Woole, em São Paulo Por: Marcelo Justo/Folhapress 16/06/2017

Essa abertura é também um dos fatores que a diretora da Maurício de Sousa Produções Mônica Sousa, 56, mais valoriza na liderança.

“Eu comecei como vendedora na lojinha da Mônica e via quando algo não estava funcionando bem no ponto de venda. Para ser líder a gente tem que acreditar em si mesmo, mas também ouvir gente de fora”, diz.

Iniciativa própria é outra característica vital. “O líder tem que ser um autodidata”, afirma o economista Marcio Kumruian, da Netshoes.

No entanto, esse excesso de atributos que atualmente se exige de um líder também pode ser uma armadilha. O administrador Fernando Cardoso, sócio da Integração Escola de Negócios, explica que a empresa às vezes quer características num líder que são incompatíveis entre si.

“A empresa quer um líder focado, mas muito extrovertido; muito resiliente, mas sensível; inovador, mas com visão prática; disciplinado, mas flexível. As pessoas querem o super-homem, mas isso não é possível.”